terça-feira, 23 de março de 2010

Realized.






Às vezes não é nem preciso falar ou escrever.
Quem conhece simplesmente sabe.

Isso não é autoindulgência.
É amor-próprio.

E a letra dessa música aí do link (que eu tô ouvindo mais do que Telephone) diz muito do que eu venho tentando fazer comigo mesmo, e a conclusão que eu tirei por tentar fazer isso.

'..I used to change my accent, change my stance
My phone number, the way I dance
Some people change lovers like they change their sheets...'


terça-feira, 9 de março de 2010

In the pocket.


Sabe aquela sensação de achar o sapato perfeito? Ele é caro(érrimo) e tá te chamando na vitrine. Você já o viu na capa da Vogue e da Elle e já viu um editorial que vazou na internet da coleção nova da Dior e em breve você sabe que vai ser tendência? OK.
O próximo passo agora é decidir em quantas parcelas você vai dividir pra não ficar pesado no bolso, entrar na loja e experimentar um do seu tamanho.

1. O sapato é muito mais lindo visto de perto.
2. Você fez as contas e descobriu que dá pra comprar.
3. Tem uma festa no fim de semana pra você fazer a Wintour.
4. O moço da loja tá chegando com a caixa pra você experimentar.
5. Você imagina o luxo e o poder que vai ser com ele no pé.
6. Ok, você coloca os dedos do pé e..
7. A porcaria não cabe.

É mais ou menos assim que acontece quando estamos num relacionamento em que achamos que tudo está bem lindo e recente, e acaba descobrindo que não é bem ali que você deveria estar. Seus amigos acham que SUPER combina, você já ouviu coisas ótimas da pessoa, já se vê daqui a seis meses com intimidade o suficiente pra começar a arrotar sem sentir vergonha mas... O timing não é aquele.
Como o bendito sapato que é a definição de perfeição pra você e não fica bem no seu pé, aquela pessoa não foi feita para estar com você.

O melhor é saber que, por mais que aquele sapato não caiba, de 6 em 6 meses as estações mudam e com elas surgem novas tendências, novas cores, novas formas e quem sabe na loja ao lado tem exatamente o que você está precisando?


Afinal, nem sempre o que queremos é o que precisamos, ou o que precisamos é o que queremos. Mas sempre o melhor é o que temos ao alcance.


segunda-feira, 8 de março de 2010

My paper.

Sem essa de achar que tem o controle da situação. Nem sempre a gente pode intervir. Algumas coisas na vida nos exigem um tempo pra nós mesmos, né?
A gente não consegue domar ou escolher os sentimentos, mas somos sim responsáveis pelo que fazemos com eles na nossa vida.

Cada pessoa tem um cotidiano e coisas pra resolver. Ciúmes são apenas detalhes, perda de tempo. (Quase) Ninguém fica com (quase) ninguém por obrigação ou conveniência. E já que somos todos adultos, vamos olhar no espelho e decorar cada detalhe desse rosto antigo, porque é de melhorias que se faz o dia.


'Where are you now?'

Onde qualquer uma dos bilhões de outras pessoas estaria.
Onde deveria estar.




Sem música nesse post. Pare e ouça o seu coração.

terça-feira, 2 de março de 2010

Shoe price.



A vida é bem como a moda.
Não dá pra colocar uma sarouel numa gordinha baixa, ou um salto 15 numa moça que mede míseros 1,80m. É necessário saber se adequar.
Não é porque o overprint é o must da estação que vai ficar bem em você. Tente renda, ou quem sabe patchwork. Alguma coisa fica bem em você.
Tem gente que jura de pé junto que o que funciona no drama delas pode funcionar no drama de qualquer um. Daí elas fazem a Regina Volpato ou a Márcia Goldshkjhamitchy e começam a dar pitaco na vida dos amigos e até mesmo de gente que nem conhece..
#NoWay

Cada caso é um caso e não se pode julgar os problemas nem as atitudes que as pessoas têm. Nunca se sabe o trauma que a fulana passou com seu ex-namorado. Ou o perrengue que o ciclano passou e que nunca contou pra ninguém. Isso leva as pessoas a tomarem decisões que nem todo mundo entende. (E nem precisa)
Ah, como essa cidade seria boa de viver se não houvessem pessoas que dão ouvido ao Zé Povinho. Tem gente que acha que a vida é um capítulo de 'Malhação' ou 'Gossip Girl' e esquece que as pessoas têm uma vida real pra se preocupar, com problemas reais e consequências reais.


Da próxima vez que lhe passar pela cabeça opinar sobre o que a pessoa está vestindo/ fazendo/ falando/ comendo e etc, pense no que pode ter levado-a a fazer tal coisa. Isso pode lhe render economia de julgamento inútil, e menos baboseira indo para os ouvidos das pessoas ao seu redor.

Julgar?
'As cicatrizes mais profundas são aquelas que NINGUÉM consegue ver.'